Serei eu tua causa?
A faca que te parte em duas?
Serei o tempo que te carrega?
A melodia que te rege?
Serei tua lua nua?
A onda que te quebra?
Serei a voz no teu ouvido?
Cada outra batida de teu peito?
Serei o sim, o não, talvez?
As vestes que te cobrem?
O copo de onde bebes?
Serei chuva no verão?
A brisa que te arrebata?
Serei teu prazer furtivo?
Verbo imperativo?
Serei força da natureza?
O banco onde adormeces?
Serei o fim do mundo?
O sol nascente?
Serei teu?
Serei eu?
Guilherme Lanari Bo Cadaval 16/08/2007
Tem um verso roubado aí no meio....
sábado, 18 de agosto de 2007
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Poema de Ponta de Língua
Teus olhos são como um eclipse solar.
A beleza, tua formosa mágica, me fascina,
Contudo, hesitante, vacilo em contemplar.
Pois tua íris enxerga além da minha,
Explora a alma, se tal for permitido.
Mas eu não deixo.
Pois minha alma nunca será pura como ti.
A vergonha dessa tua descoberta
Atormentaria-me eternidades,
Infinitudes de tempo sem tua presença.
Então escondo meu rosto de peito aberto
Esperando que enxergues além da figura,
Que percebas meu amor
E te tornes o mesmo tanto.
A beleza, tua formosa mágica, me fascina,
Contudo, hesitante, vacilo em contemplar.
Pois tua íris enxerga além da minha,
Explora a alma, se tal for permitido.
Mas eu não deixo.
Pois minha alma nunca será pura como ti.
A vergonha dessa tua descoberta
Atormentaria-me eternidades,
Infinitudes de tempo sem tua presença.
Então escondo meu rosto de peito aberto
Esperando que enxergues além da figura,
Que percebas meu amor
E te tornes o mesmo tanto.
Ricardo Cardoso de Lima e Silva
10/08/2007
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Cartas sobre a mesa
Que fazem com tuas tardes,
Homens de terno escuro?
Fazem nada,
Nada fazem,
Diz pássaro torto que logo esconjuro.
Porque se sentam abaixo da mangueira,
À esquerda da roseira,
Ao lado da água que desce corriqueira,
Toda triste sexta-feira?
Respondem os homens,
Em tão grave coro:
Aqui jogamos vida curta.
De satisfação plena,
Onde ninguém nos escuta.
Guilherme Lanari Bo Cadaval 14/08/2007
Carolina disse...
(...) eu sugiro uma cena: Um grupo de quatro homens em seus 40 anos em uma mesa no parque jogando pôquer....
Taí o resultado. Espero que gostem. Continuo aceitando sugestões. Podem deixar em qualquer post. Uma que seria legal é o título para um poema.
Homens de terno escuro?
Fazem nada,
Nada fazem,
Diz pássaro torto que logo esconjuro.
Porque se sentam abaixo da mangueira,
À esquerda da roseira,
Ao lado da água que desce corriqueira,
Toda triste sexta-feira?
Respondem os homens,
Em tão grave coro:
Aqui jogamos vida curta.
De satisfação plena,
Onde ninguém nos escuta.
Guilherme Lanari Bo Cadaval 14/08/2007
Carolina disse...
(...) eu sugiro uma cena: Um grupo de quatro homens em seus 40 anos em uma mesa no parque jogando pôquer....
Taí o resultado. Espero que gostem. Continuo aceitando sugestões. Podem deixar em qualquer post. Uma que seria legal é o título para um poema.
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Pensamentos Impuros
Crianças andróginas,
Meninos e meninas
Sem postura nem compostura.
Andando, falando.
Como o ciclo da água,
Descem e sobem ruas.
Incansáveis criaturas.
Seus olhos que tanto viram
Mostram aos seus cérebros
Suas mais novas experiências.
O que é muito é pouco.
Inexperientes, vagam,
Procurando experiências,
Experimentos.
Matam e machucam,
Sem vida, a vida.
Insetos esmagados,
Animais chutados.
Longe de suas cabeças
A percepção da semelhança.
Se lançam aos impulsos,
Puros, tão impuros.
Buscam o calor e o amor.
Encontram muita dor,
Mas como se fosse água,
Engolem, sem gosto nem desgosto.
E seus corpos manchados,
Marcham sem direção.
O egoísmo, excêntrico,
Egocêntrico, é o motor.
Suas imagens refletidas lhes chamam a atenção
Mais que as estações, primavera, verão.
A vida vai passando
Rápido como quem tem pressa.
Esses que têm pressa:
Essas crianças, andrógenas,
Fruto de suas dores,
De seus mais belos amores.
Vivem a vida como se fosse curta
Sentem como se fosse longa
E morrem como se não tivesse sido,
Como se pudessem ter aproveitado mais.
E seus arrependimentos,
Se tornam os únicos sentimentos.
Dignos de pena, vagam.
Atravessam paredes, como fantasmas.
Quem lhes dera ser a parede.
Tão simples, pura, fácil.
Ao invés, só sugam tudo e se destroem.
Engraçadinha, essa raça humana.
Meninos e meninas
Sem postura nem compostura.
Andando, falando.
Como o ciclo da água,
Descem e sobem ruas.
Incansáveis criaturas.
Seus olhos que tanto viram
Mostram aos seus cérebros
Suas mais novas experiências.
O que é muito é pouco.
Inexperientes, vagam,
Procurando experiências,
Experimentos.
Matam e machucam,
Sem vida, a vida.
Insetos esmagados,
Animais chutados.
Longe de suas cabeças
A percepção da semelhança.
Se lançam aos impulsos,
Puros, tão impuros.
Buscam o calor e o amor.
Encontram muita dor,
Mas como se fosse água,
Engolem, sem gosto nem desgosto.
E seus corpos manchados,
Marcham sem direção.
O egoísmo, excêntrico,
Egocêntrico, é o motor.
Suas imagens refletidas lhes chamam a atenção
Mais que as estações, primavera, verão.
A vida vai passando
Rápido como quem tem pressa.
Esses que têm pressa:
Essas crianças, andrógenas,
Fruto de suas dores,
De seus mais belos amores.
Vivem a vida como se fosse curta
Sentem como se fosse longa
E morrem como se não tivesse sido,
Como se pudessem ter aproveitado mais.
E seus arrependimentos,
Se tornam os únicos sentimentos.
Dignos de pena, vagam.
Atravessam paredes, como fantasmas.
Quem lhes dera ser a parede.
Tão simples, pura, fácil.
Ao invés, só sugam tudo e se destroem.
Engraçadinha, essa raça humana.
Ricardo Cardoso de Lima e Silva
23/07/2007
terça-feira, 14 de agosto de 2007
A Máquina
Nun
Ca
Pá ra
Síscan
Galha
Vem o
Homemseu lugar.
Nun ca
Pára
Síscan galha
Vemo homemseu lugar.
Nuncapára
Síscangalha
Vemohomem seulugar.
Nuncapárasíscangalha
Vemohomemseulugar.
Nuncapárasíscangalha vemohomemseulugar.
Nuncapárasíscangalhavemuôminseulugá.
Nuncapárasíscangalhavemuôminseulugá.
Nuncapárasíscangalhavemuôminseulugá.
Guilherme Lanari Bo Cadaval 13/08/2007
Ca
Pá ra
Síscan
Galha
Vem o
Homemseu lugar.
Nun ca
Pára
Síscan galha
Vemo homemseu lugar.
Nuncapára
Síscangalha
Vemohomem seulugar.
Nuncapárasíscangalha
Vemohomemseulugar.
Nuncapárasíscangalha vemohomemseulugar.
Nuncapárasíscangalhavemuôminseulugá.
Nuncapárasíscangalhavemuôminseulugá.
Nuncapárasíscangalhavemuôminseulugá.
Guilherme Lanari Bo Cadaval 13/08/2007
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Froid Nuit
La nuit.
Le foncé en transformant
La vie dans noire et blanc.
La vie qui ne vit pas.
Seulement survit
Avec les suppléments
Ressemblés dans le matin
Et dans l’après-midi.
Mais la nuit ne juge pas.
Elle est morte.
Parce que la vie,
Sans couleur,
N’est pas vivent.
Et quand souffle
Son froid vent,
Elle souffle tous
Sans distinction.
Quand elle montre
Leurs plus jolies étoiles,
Elle les montre pour tous.
Tous les regards de tous les êtres.
L’ivrogne n’est pas illuminé
Comme le sobre
Et le pécheur
Comme le saint.
Parce que la nuit
Ne juge pas, c'est morte.
Le foncé en transformant
La vie dans noire et blanc.
La vie qui ne vit pas.
Seulement survit
Avec les suppléments
Ressemblés dans le matin
Et dans l’après-midi.
Mais la nuit ne juge pas.
Elle est morte.
Parce que la vie,
Sans couleur,
N’est pas vivent.
Et quand souffle
Son froid vent,
Elle souffle tous
Sans distinction.
Quand elle montre
Leurs plus jolies étoiles,
Elle les montre pour tous.
Tous les regards de tous les êtres.
L’ivrogne n’est pas illuminé
Comme le sobre
Et le pécheur
Comme le saint.
Parce que la nuit
Ne juge pas, c'est morte.
Ricardo Cardoso de Lima e Silva
19/07/2007
A noite.
O escuro transformando
A vida em preto e branco.
A vida que não vive.
Somente sobrevive
Com os suprimentos
Coletados na manhã
E na tarde.
Mas a noite não julga.
Ela está morta.
Porque a vida,
Sem cor,
Não é vivida.
E quando sopra
Seu frio vento,
Ela sopra todos
Sem distinção.
Quando ela mostra
Suas mais lindas estrelas,
Ela as mostra para todos,
Todos os olhares de todos os seres.
O bêbado não é iluminado
Como o sóbrio
E o pecador
Como o santo.
Porque a noite
Não julga, está morta.
O escuro transformando
A vida em preto e branco.
A vida que não vive.
Somente sobrevive
Com os suprimentos
Coletados na manhã
E na tarde.
Mas a noite não julga.
Ela está morta.
Porque a vida,
Sem cor,
Não é vivida.
E quando sopra
Seu frio vento,
Ela sopra todos
Sem distinção.
Quando ela mostra
Suas mais lindas estrelas,
Ela as mostra para todos,
Todos os olhares de todos os seres.
O bêbado não é iluminado
Como o sóbrio
E o pecador
Como o santo.
Porque a noite
Não julga, está morta.
domingo, 12 de agosto de 2007
Flor da Idade
O expor da personalidade,
A apuração dos sentidos.
A produção incessante
Dos hormônios assaz vitais.
O esforço de uma vida
Em se embelezar
Tentando difundir a espécie.
A atração sensual espalhada
E causada pelos olhos animais.
A sexualidade em profusão.
A primavera em seu auge
Manchando a paisagem
Em cores púrpura e rósea.
O desabrochar de um ser.
A puberdade em seu limite.
O amadurecer de um corpo.
A idade de ouro.
A apuração dos sentidos.
A produção incessante
Dos hormônios assaz vitais.
O esforço de uma vida
Em se embelezar
Tentando difundir a espécie.
A atração sensual espalhada
E causada pelos olhos animais.
A sexualidade em profusão.
A primavera em seu auge
Manchando a paisagem
Em cores púrpura e rósea.
O desabrochar de um ser.
A puberdade em seu limite.
O amadurecer de um corpo.
A idade de ouro.
Ricardo Cardoso de Lima e Silva
09/08/2007
Maria Clara disse...
Oi, filho,Minhas sugestões tem a ver com sentidos:
• visão - uma árvore que vai florindo aos poucos;
• olfato - cheiro da terra e do ar antes de uma chuva.
• visão - uma árvore que vai florindo aos poucos;
• olfato - cheiro da terra e do ar antes de uma chuva.
Não era o que você tinha em mente, provavelmente, Maria Clara, mas foi o que veio à minha cabeça. Pus tua idéia em meio a uma metáfora. Espero que goste de qualquer jeito.
sábado, 11 de agosto de 2007
Meninas ao Vento
Porque ao vento se jogaram,
Ó meninas?
Deram-se, despreocupadas.
Como se a tarde
Não acabasse.
Correram com pés de bailarina,
Que contra o chão,
Barulho não fazia.
Porque soltaram teus cabelos,
Ó meninas de seda?
E passaram à frente do poeta,
Todas se rindo.
Como dizendo,
Este jamais nos tocará.
Porque voam tão alto,
Ó meninas de nuvens?
Deslizando felizes
Junto ao sol,
Feito pétala vadia
De rosa.
Brincaram de pega,
Beijo na boca.
Feito ninfas
Em campos verdejantes.
E o poeta ao pé da árvore,
Suspirando versos,
De meninas ao vento.
Guilherme Lanari Bo Cadaval 10/08/2007
Ó meninas?
Deram-se, despreocupadas.
Como se a tarde
Não acabasse.
Correram com pés de bailarina,
Que contra o chão,
Barulho não fazia.
Porque soltaram teus cabelos,
Ó meninas de seda?
E passaram à frente do poeta,
Todas se rindo.
Como dizendo,
Este jamais nos tocará.
Porque voam tão alto,
Ó meninas de nuvens?
Deslizando felizes
Junto ao sol,
Feito pétala vadia
De rosa.
Brincaram de pega,
Beijo na boca.
Feito ninfas
Em campos verdejantes.
E o poeta ao pé da árvore,
Suspirando versos,
De meninas ao vento.
Guilherme Lanari Bo Cadaval 10/08/2007
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Primeiros Encantos
No exato momento em que aquele ser foi visto, Diogo abriu a cortiça de sua janela. Deixou o sol bater em sua face enquanto escancarava sua janela e suas respirações ficaram mais saudáveis e demoradas. Mais prazerosas, orgásmicas. E o gozo daquele momento foi único enquanto ele contemplava a beleza daquela menina. Ela estava em seu quarto e ele gostaria de um dia se encontrar no dela. Mas onde o destino os guiaria era mistério.
E com um piscar de olhos, ela sumiu de sua vista, mas ele pôs-se a correr. A tentativa de conhecê-la poderia mudar sua vida. Um pensamento ocorreu à sua mente enquanto atravessava a rua. Ela era de sua escola e seus poucos anos de vida se tornariam muitos enquanto o prazo não acabasse. Havia tempo. Não precisava ter pressa. No dia seguinte a veria e com ela brincaria. Se esforçaria para aprender suas matérias de primário para que ela pedisse sua ajuda e, quem sabe, o levasse até seu quarto.
Ricardo Cardoso de Lima e Silva
08/08/2007
Nesse texto tem uma metáfora. Quem acertar primeiro ganha um beijo. Mentira. Quero incentivá-los a tentar acertar e não o contrário. Quem acertar primeiro ganha o prazer de ser muito bom em interpretação de texto.
^^
^^
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Um Pedido
Resolvemos fazer uma experiência. Quem entrar no blog, deixe um comentário neste post. Uma palavra, uma frase, uma história, um nome, seja o que for. Qualquer coisa que você gostaria de ver transformado em poema. Não precisa deixar nome se não quiser. Qualquer coisa tá valendo. Ambos iremos escolher o que gostamos mais, e cada um fará um poema baseado naquilo. Isso é só uma experiência. O resultado pode ficar legal ou não. De qualquer forma, acredito que será divertido.
Os poemas podem demorar um pouco para chegar, mas tenham certeza de que vão chegar. Acho que era só isso. Estaremos esperando seus comentários. : )
Os poemas podem demorar um pouco para chegar, mas tenham certeza de que vão chegar. Acho que era só isso. Estaremos esperando seus comentários. : )
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Carne e Subjetividade
Do que é feito o coração
Se não carne e sangue?
Do que é feito o amor
Se não tempestades cerebrais?
Como pode a subjetividade
De um poema mal-feito
Interagir com os músculos
Da mão e dos dedos que o escrevem?
Tudo se relaciona sem conexão;
Tudo faz bater forte o coração;
Tudo traz alguma emoção.
Então o que é a vida
Além da literatura
Em sua materialização?
Se não carne e sangue?
Do que é feito o amor
Se não tempestades cerebrais?
Como pode a subjetividade
De um poema mal-feito
Interagir com os músculos
Da mão e dos dedos que o escrevem?
Tudo se relaciona sem conexão;
Tudo faz bater forte o coração;
Tudo traz alguma emoção.
Então o que é a vida
Além da literatura
Em sua materialização?
Ricardo Cardoso de Lima e Silva
30/10/2006
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Poema de última hora
Amar,
Você.
Condição de minha existência.
Que sem você,
Perde o significado.
Quero te amar
Todo dia
E eternamente.
Mesmo que
Uma eternidade
Não seja suficiente.
Mesmo que pobre,
Na chuva.
Mesmo que
Com fome
E frio.
Sapato furado,
Na beira do
Precipício
Enlameado.
Mesmo sem voz
Para dizer.
Papel seco
Para escrever.
Olhos nos teus
E sabes.
Sem você,
Não vivo
Segundo sequer.
Guilherme Lanari Bo Cadaval
Você.
Condição de minha existência.
Que sem você,
Perde o significado.
Quero te amar
Todo dia
E eternamente.
Mesmo que
Uma eternidade
Não seja suficiente.
Mesmo que pobre,
Na chuva.
Mesmo que
Com fome
E frio.
Sapato furado,
Na beira do
Precipício
Enlameado.
Mesmo sem voz
Para dizer.
Papel seco
Para escrever.
Olhos nos teus
E sabes.
Sem você,
Não vivo
Segundo sequer.
Guilherme Lanari Bo Cadaval
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Snowflakes
Jamie looked at her hand and thought “Did I do this with my own hands?”. She smiled to the wind and smelled the air. She took a deep, long breath, and prepared herself for the acceptance on the way home. The walk was not too long, and she wasn’t really worried. But a feeling of fear had dominated her. Despite she didn’t know if it was about the future or the past she feared about the “for ever”. The possibility of things had done by that one specific moment where she had made a mistake. Or even the other, maybe more scary one. Could ever be a chance of the personality of that young person change? What would she have to do? What would she do?
The girl started walking. Why would she be there any longer? She put her legs to move, then. What could she do, right?
For one second, she distracted herself. It had started snowing and one of the most beautiful things she had ever seen, were the little snowflakes, falling upon her head, falling from the beautiful, magnetic, clouds. She realized it was cold, and put the gloves on. But her mind would not go too far. Suddenly she started thinking about her, so brief, life. And she has always believed she was relaxed, calm. She would put her hand on fire, she would bet all of her possessions on that belief. How about “Don’t worry, be happy!”? Wasn’t she one of the people who most said that? Then why was she in that situation. She was terrified.
And then, when the smallest snowflake on Earth landed, right on her nose, as if it wanted to show how simple life is. All of the sudden she remind herself why she was in that situation. She stopped right in front of her house. A sweet laugh came out of her mouth and she slowly closed her blue eyes. How happy was she? She didn’t know, she didn’t care, really. She was only seven years old and just wanted to get home, hug her mother, and play with her toys. She got rid of her worries and entered her home.
The girl started walking. Why would she be there any longer? She put her legs to move, then. What could she do, right?
For one second, she distracted herself. It had started snowing and one of the most beautiful things she had ever seen, were the little snowflakes, falling upon her head, falling from the beautiful, magnetic, clouds. She realized it was cold, and put the gloves on. But her mind would not go too far. Suddenly she started thinking about her, so brief, life. And she has always believed she was relaxed, calm. She would put her hand on fire, she would bet all of her possessions on that belief. How about “Don’t worry, be happy!”? Wasn’t she one of the people who most said that? Then why was she in that situation. She was terrified.
And then, when the smallest snowflake on Earth landed, right on her nose, as if it wanted to show how simple life is. All of the sudden she remind herself why she was in that situation. She stopped right in front of her house. A sweet laugh came out of her mouth and she slowly closed her blue eyes. How happy was she? She didn’t know, she didn’t care, really. She was only seven years old and just wanted to get home, hug her mother, and play with her toys. She got rid of her worries and entered her home.
Ricardo Cardoso de Lima e Silva
24/05/2007
24/05/2007
domingo, 5 de agosto de 2007
Um Aviso e um Soneto...
Encontro-me sem textos para postar. Tenho alguns, na verdade, mas que ainda estão em fase de crescimento, nem perto de estarem prontos para se lançar ao mundo (hehehe). Portanto, deixo-lhes com um Soneto. "Vinícius de Moraes foi quem melhor conseguiu, no Brasil, realizar o ideal romântico – e modernista – de unir arte e vida." Diz Paulo Henriques Britto na contra-capa do Livro de Sonetos, de Vinícius. Aí vai...
Soneto Da Rosa Tardia
Vinícius de Moraes
Como uma jovem rosa, a minha amada...
Morena, linda, esgalga, penumbrosa
Parece a flor colhida, ainda orvalhada
Justo no instante de tornar-se rosa.
Ah, por que não a deixas intocada
Poeta, tu que és pai, na misteriosa
Fragrância do seu ser, feito de cada
Coisa tão frágil que perfaz a rosa...
Mas (diz-me a Voz) porque deixá-la em haste
Agora que ela é rosa comovida
De ser na tua vida o que buscaste
Tão dolorosamente pela vida?
Ela é rosa, poeta... assim se chama...
Sente bem seu perfume... Ela te ama...
Rio, julho de 1963
Soneto Da Rosa Tardia
Vinícius de Moraes
Como uma jovem rosa, a minha amada...
Morena, linda, esgalga, penumbrosa
Parece a flor colhida, ainda orvalhada
Justo no instante de tornar-se rosa.
Ah, por que não a deixas intocada
Poeta, tu que és pai, na misteriosa
Fragrância do seu ser, feito de cada
Coisa tão frágil que perfaz a rosa...
Mas (diz-me a Voz) porque deixá-la em haste
Agora que ela é rosa comovida
De ser na tua vida o que buscaste
Tão dolorosamente pela vida?
Ela é rosa, poeta... assim se chama...
Sente bem seu perfume... Ela te ama...
Rio, julho de 1963
sábado, 4 de agosto de 2007
Futuro do Pretérito
Penso,
Demais para viver no presente.
Vivo no futuro do pretérito.
Vivo?
Não sei,
Tento,
Mas não consigo parar de pensar
Em meus erros
E minhas intenções
Grandes intenções.
As quais,
Não tive coragem para realizar.
Pasmo,
Com o que poderia ter feito,
Penso mais e mais
Em uma solidão sem fim.
Disso,
Não sei se conseguirei sair
Sem ter que morrer
E parar de pensar
Para acabar com minha carência,
Que só traz solidão,
E o futuro do pretérito.
Vivo?
Demais para viver no presente.
Vivo no futuro do pretérito.
Vivo?
Não sei,
Tento,
Mas não consigo parar de pensar
Em meus erros
E minhas intenções
Grandes intenções.
As quais,
Não tive coragem para realizar.
Pasmo,
Com o que poderia ter feito,
Penso mais e mais
Em uma solidão sem fim.
Disso,
Não sei se conseguirei sair
Sem ter que morrer
E parar de pensar
Para acabar com minha carência,
Que só traz solidão,
E o futuro do pretérito.
Vivo?
Ricardo Cardoso de Lima e Silva
12/11/2003
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
O Mar
Olhos de azul.
Ondas que quebram, vejo do teu colo.
Faço dali minha morada.
Permanente.
Até que o sol se ponha.
Atrás da gente.
Quando teu sal tomar a minha boca.
Visão embaçada que a água faz.
De repente somes.
Em onda qualquer.
Já no chão ouço teu canto.
Pulsa longínquo.
Oscilante.
Alerta teus futuros navegantes.
Que mesmo calados, podem cair no teu falso encanto.
E desavisados como fui, voltarem vazios de ti.
Guilherme Lanari Bo Cadaval 9/07/2007
Ondas que quebram, vejo do teu colo.
Faço dali minha morada.
Permanente.
Até que o sol se ponha.
Atrás da gente.
Quando teu sal tomar a minha boca.
Visão embaçada que a água faz.
De repente somes.
Em onda qualquer.
Já no chão ouço teu canto.
Pulsa longínquo.
Oscilante.
Alerta teus futuros navegantes.
Que mesmo calados, podem cair no teu falso encanto.
E desavisados como fui, voltarem vazios de ti.
Guilherme Lanari Bo Cadaval 9/07/2007
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Confinamentos
Meu coração bate por ti.
Nem sempre forte, porém
Eternamente diário.
No primeiro ano em teu,
Mais puro, convívio,
Me apaixonei.
Sem muitas palavras trocadas,
Confinamos nossos amores.
Secreta
E simultaneamente.
Muitos momentos depois,
Por ti, meu amor retornou,
E dessa vez, sozinho.
Em meio a abraços,
Não me esforcei em me esconder.
Por ti sofri.
Por ti vivi.
Agora, meu amor
Apenas descansa,
Exausto.
Contudo, em meu coração,
Há uma certeza,
Implacável, verídica.
Pois este pobre coração
Mesmo que em parte,
Mesmo que cansado
De nossos amores,
É, para sempre, teu.
Nem sempre forte, porém
Eternamente diário.
No primeiro ano em teu,
Mais puro, convívio,
Me apaixonei.
Sem muitas palavras trocadas,
Confinamos nossos amores.
Secreta
E simultaneamente.
Muitos momentos depois,
Por ti, meu amor retornou,
E dessa vez, sozinho.
Em meio a abraços,
Não me esforcei em me esconder.
Por ti sofri.
Por ti vivi.
Agora, meu amor
Apenas descansa,
Exausto.
Contudo, em meu coração,
Há uma certeza,
Implacável, verídica.
Pois este pobre coração
Mesmo que em parte,
Mesmo que cansado
De nossos amores,
É, para sempre, teu.
Ricardo Cardoso de Lima e Silva
02/07/2007
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Maria Rotineira
Maria rotineira
Lava a louça, faz a feira.
Senta no meio-fio,
Não sente canseira.
Em casa dos outros
Se diz faxineira.
Lavadeira,
Passadeira,
Cozinheira.
Esconde a poeira,
Toda sexta-feira.
Marido de Maria
Trabalha na pedreira.
Tosse a noite inteira.
Três filhos têm Maria,
Só lhe dão trabalheira.
Estudam de dia,
Fazem festa na ribanceira.
Maria e seu marido
Acordam sempre com olheira.
Coração de Maria
Quebrou a rotina.
Parou na quarta-feira.
Guilherme Lanari Bo Cadaval 30/07/2007
Lava a louça, faz a feira.
Senta no meio-fio,
Não sente canseira.
Em casa dos outros
Se diz faxineira.
Lavadeira,
Passadeira,
Cozinheira.
Esconde a poeira,
Toda sexta-feira.
Marido de Maria
Trabalha na pedreira.
Tosse a noite inteira.
Três filhos têm Maria,
Só lhe dão trabalheira.
Estudam de dia,
Fazem festa na ribanceira.
Maria e seu marido
Acordam sempre com olheira.
Coração de Maria
Quebrou a rotina.
Parou na quarta-feira.
Guilherme Lanari Bo Cadaval 30/07/2007
terça-feira, 31 de julho de 2007
Vida
Andava pela comprida rua já há alguns minutos. O tempo estava nublado e o dia estava refrescante, beirando o frio. Ao passar por um dos muitos postes de seu caminho, notou uma fina e suave teia que ligava a construção cilíndrica ao muro da casa pela qual passava. Ignorou a teia, como qualquer um faria nessa situação, e recomeçou a andar, arrebentando-a.
Ao passar pelo poste seguinte, notou, para sua surpresa, outra teia. Dessa vez mais espessa e desenhada. E ao ritmo que andava e encontrava tais teias, cada vez mais detalhadas e resistentes, a cidade se enevoava. Quanto mais passava por postes, mais difícil ficava quebrar as teias e mais densa a névoa se tornava. Até que ao arrancar uma teia, com tremendo esforço, notou-se cansado.
Dirigiu-se ao próximo poste às cegas, pois o ar cinza o permitia ver apenas alguns palmos à frente de seu corpo. Alcançando a coluna de concreto, pôs as duas mãos na teia e se apoiou para descansar. Debruçou-se para relaxar e percebeu que ainda continuava a ficar cansado, como se tivesse sua energia sendo drenada de seu corpo. E ali ficou até que a névoa desaparecesse, junto com todas as teias e seu corpo pesado e exaurido.
Ao passar pelo poste seguinte, notou, para sua surpresa, outra teia. Dessa vez mais espessa e desenhada. E ao ritmo que andava e encontrava tais teias, cada vez mais detalhadas e resistentes, a cidade se enevoava. Quanto mais passava por postes, mais difícil ficava quebrar as teias e mais densa a névoa se tornava. Até que ao arrancar uma teia, com tremendo esforço, notou-se cansado.
Dirigiu-se ao próximo poste às cegas, pois o ar cinza o permitia ver apenas alguns palmos à frente de seu corpo. Alcançando a coluna de concreto, pôs as duas mãos na teia e se apoiou para descansar. Debruçou-se para relaxar e percebeu que ainda continuava a ficar cansado, como se tivesse sua energia sendo drenada de seu corpo. E ali ficou até que a névoa desaparecesse, junto com todas as teias e seu corpo pesado e exaurido.
Ricardo Cardoso de Lima e Silva
Reescrito em 23/07/2007
Pra relembrar os velhos tempos, né? Esse texto é antigo, pra quem não sabe. Eu o fiz há dois ou três anos atrás e o perdi. Tentei reconstruí-lo outro dia. André, se você ler esse texto, me fale se acha que ficou ao menos parecido com o original.
segunda-feira, 30 de julho de 2007
Sem Título
Teu toque me arrepiava.
Até onde não podias ver.
Em meu fundo escuro;
Desabitado.
Deitado em meu colo,
Lhe fazia cafuné.
Era como receber,
Tão bem me sentia.
Teu eco em meu peito,
Dias a fio.
Umedecendo meus lábios
Para o gozo.
Já não ecoa.
Não arrepio.
Permaneço desabitada.
Levou meus sentidos.
Guilherme Lanari Bo Cadaval 30/07/2007
Até onde não podias ver.
Em meu fundo escuro;
Desabitado.
Deitado em meu colo,
Lhe fazia cafuné.
Era como receber,
Tão bem me sentia.
Teu eco em meu peito,
Dias a fio.
Umedecendo meus lábios
Para o gozo.
Já não ecoa.
Não arrepio.
Permaneço desabitada.
Levou meus sentidos.
Guilherme Lanari Bo Cadaval 30/07/2007
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